Je demande qu'on fasse avec l'euro ce que font les Américains avec le dollar, les Chinois avec le yuan, les Japonais avec le yen, les Anglais avec la livre", à savoir rééquilibrer les forces en faveur des productions faites dans la zone euro, a déclaré Nicolas Sarkozy.
"Comment nos industriels peuvent-ils être encore compétitifs si le dollar se dévalue de 34% par rapport à l'euro ? Est-ce que nous avons fait la deuxième monnaie du monde pour ne pas s'en servir ?", s'est-il interrogé.
O euro tem-se valorizado significativamente face ao dólar e esta tendência tem condições para se manter - o BCE continua a dar sinais de que vai aumentar as taxas de juro e a Reserva Federal parece estar a dizer que as vai baixar. E afinal há muito que se diz que o dólar deveria cair, tendo como referência o défice externo dos EUA.
Vamos ver se nesta revisão dos tratados se entra nos domínios do estatuto do BCE. Sarkozy tem a vantagem de ser de direita, suspeito, por isso, de ser amigo do mercado e favorável à defesa da inflação baixa.Tem mais margem para criticar o BCE que a esquerda. Mas de criticar a mudar a sregras do jogo vai um grande passo... O passo de os alemães perderem o medo de terem trocado o seu marco por uma moeda fraca. A seguir com atenção.
Foi a capa do "The Economist" na semana de 21 a 27 de Junho de 2003. "Lamentável trabalho", assim era classificada a proposta para uma Constituição Europeia.
Exactamente quatro anos depois, os líderes europeus em Bruxelas, sob a presidência da Alemanha, deitam a mal nascida Constituição para o lixo.
O único salto que a UE consegiu dar foi o euro e continuará a ser o euro. Num enquadramento muito especial.
Em Bruxelas agora deu vários passos atrás para conseguir dar um em frente... talvez em Lisboa.
A União Europeia entra numa semana não direi determinante - tantos já foram os temas que assim se classificaram -, mas importante para um novo pequeno progresso com o fim da "pausa de reflexão" sobre a Constituição.
O "mini-Tratado" reúne condições para ser a solução. É o regresso do caminho dos pequenos passos depois da fase de corrida que tem na moeda única a sua marca.
O primeiro-ministro mostra-se optimista. Nem outro tom poderia ter. Vamos ver como corre a cimeira em Bruxelas no fim da semana. A posição da Polónia é determinante. E o resultado ditará igualmente o papel de Portugal na sua terceira presidência da UE a começar dia 1 de Julho.
O primeiro-minitro falou hoje na sua visita à Áustria sobre as prioridades da presidência portuguesa para a União Europeia (UE). No seu discurso "O Valor Acrescentado da Europa", que neste momento ainda não está no site, deefndeu a revisão dos tratados como uma dasprioridades. O caminho que começamos a ver é cada vez mais aquele que sempre foi defendido pelo actual presidente da França Sarkozy, o modelo de mini-tratado.
Num à margem, pelo que oiço na RTP1 o primeiro-ministro começou por afirmar que nasceu em 1957 pelo que, disse, "posso dizer que nasci com a Europa". Porque será que esta intervenção me fez lembrar a capa e o trabalho de quinta-feira da Visão sobre os políticos no divã?
A partir de meados de Agosto falar ao telemóvel de um país para outro poderá já ser mais barato, com a queda das tarifas de 'roaming' que se prolonga até 2009 graças à iniciativa da Comissão Europeia designadamente da comissária para a Sociedade de Informação Viviene Reding. Os pormenores estão aqui.
Foi estabelecido um limite máximo de 0,49 euros por minuto quando se faz a chamada e 0,24 quando se recebe, a entrar em vigor assim que o compromisso hoje obtido seja publicado no Jornal Oficial da UE. Em 2009 esses máximos serão, respectivamente, de 0,43 euros por minuto e 0,24 euros.
Actualmente as tarifas de 'roaming' chegam a atingir os 5 euros por minuto, segundo estimativas da Comissão Europeia. Obviamente que uma das companhias que mais se opôs a esta regulamentação foi a Vodafone, assumindo o seu país de origem, o Reino Unido, o protagonismo. Ainda de acordo com estimativas da Comissão Europeia, o 'roaming' significou receitas de 8,5 mil milhões de euros em 2006.
Já era tempo de o mercado único chegar às comunicações móveis. As empresas de telemóveis já tinham tarifas especiais para viajantes frequentes. Mas lembro-me sempre das situações em que, mais simploriamente, se está perto de uma fronteira... estamos sempre a mudar de operador. Imagine-se o que isso não é à volta de Bruxelas.
O Mercado Único é isto, também. O que por vezes é esquecido.
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