Esta primeira semana de Junho vai ser inevitavelmente marcada pelo debate sobre o novo Aeroporto Internacional de Lisboa. Interessante que fiz uma busca no Google e não enconteri o site da Naer, é preciso adivinhar o endereço... ele há coincidências que ajustam que nem uma luva ás queixas d efalta d einformação . A apresentação e quantidade de estudos que por lá estão... É um bom exemplo para mostrar como a internet não oferece informação mas dados caóticos que têm de ser sistematizados. O Prós e Contras da RTP1 será dedicado, mais uma vez, à Ota.
O semanário Sol revelou que o estudo encomendado por um grupo de empresários da CIP aponta Rio Frio como a melhor solução. O debate promete, tanto mais que o Governo não parece muito disponível para mudar a sua posição. O primeiro-ministro terá de convencer o Presidente da República que a Ota é a melhor solução. Uma via de o Governo se dar ao trabalho de convencer também os portugueses.
Vale ainda a pena estar atento ao debate sobre flexisegurança - prefiro escrever assim. O inspirador do modelo, o ex-primeiro-ministro dinamarquês, Poul Rasmussen, estará em Portugal na terça-feira dia 5. O tema é "Flexisegurança, sim ou não?" e é interessante o seminário ser promovido por uma empresa de selecção e recrutamento de trabalhadores, a Multipessoal. Promete-se a presença do ministro do Trabalho Vieira da Silva.
A semana que passou ficou marcada pela assembleia geral e "Investor Day" do Millennium BCP que longe de ter clarificado quem manda no banco e qual vai ser o seu futuro adiou o problema.
Nas telecomunicações assistimos ao reacender das tensões dentro da PT. A separação da PT e PTM ainda promete muita controvérsia.
Tivémos ainda o debate mensal do Governo no Parlamento dedicado ao "choque tecnológico". Computadores e acesso à internet vão ser praticamnete oferecidos a cerca de 500 mil pessoas. Uma medida que devia inspirar outras dentro do mesmo modelo.
Tendências a acompanhar são as do mercado de capitais. A bolsa de Lisboa está imparável. O seu principal índice, o PSI20 já valorizou 18,4% desde o início do ano. Reflexo do fim dos tempos de crise ou pura especulação? Ou a mistura destes dois factores.
A semana que entra vai começar por ser marcada pela assembleia geral do Millennium BCP já transformada numa espécie de Benfica-Sporting entre Jorge Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto. A nível internacional, também na banca, vale a pena acompanhar o processo em que está envolvido o ABN Amro, esperando-se que o consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland revele se vai ou não avançar com uma oferta hostil e rival da realizada pelo Barclays.
E inicia-se o processo de elaboração do Orçamento do Estado para 2008 com o debate na Assembleia da República das Grandes Opções do Plano. E temos a greve geral.
No olhar para o passado,
a grande marca foram os incidentes políticos envolvendo o Governo com especial relevo para a controvérsia sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa.
Na conjuntura foram positivas para Portugal as notícias que vieram da Alemanha e as perspectivas da OCDE.
Nos mercados viveu-se uma semana de grande euforia na bolsa de Lisboa. A acompanhar.
Tendências que esta semana se podem revelar estão no sector da banca europeia e em Portugal.
Na semana que entra merece especial atenção a Síntese de Conjuntura do INE a ser divulgada dia 22 de Maio. E devemos continuar a assistir ao desenrolar de posições no BCP na perspectiva da assembleia geral para a semana, dia 28 de Maio.
No olhar para o passado,
a conjuntura foi marcada pela surpreendente estimativa do crescimento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano de 2,1% face ao que se passou há um ano. E ainda pela acentuada subida do desemprego em 9,4% nesse mesmo período com um aumento marginal de 0,2% do emprego. Com estes dados a produtividade está a crescer a um ritmo próximo dos 2%, um valor histórico que só se encontra em 2001.
Das empresas chegou a notícia que a Delphi vai despedir 500 trabalhadores na sua fábrica na Guarda onde emprega cerca de mil pessoas. A multinacional norte-americana tem também unidades em Braga, Ponte de Sor e Seixal. Mais um reflexo da reorganização que o sector automóvel está a registar.
A EDP anunciou que vai deixar de estar cotada em Nova Iorque. A única empresa portuguesa no NYSE é agora a PT.
Nos negócios estão criadas as condições para a TAP comprar a Portugália com a "não oposição" da Autoridade da Concorrência.
E o Estado vai passar a controlar 60% do Metro do Porto através de um aumento de capital de 2,5 milhões de euros - depois do fracasso que se viu na gestão dessa empresa controlada pela Junta Metropolitana do Porto. É assim que se resolvem, mal, os maus desempenhos.
Tendências a acompanhar são as notícias que chegam do mundo da publicidade online. A Microsoft pagou 6 mil milhões de dólares pela aQuantive, uma empresa de publicidade online. Nos EUA, como se lê no NYT a publicidade online representou 5,8% dos 285 mil milhões de dólares que foi este mercado em 2006. Em Portugal, ainda que sem dados oficiais, as informações dispersas apontam para a duplicação da publicidade na Internet. É verdade que estamos a multiplicar por dois valores baixos.
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