A EDF ultrapassou a Total em capitalização bolsista, passando a ser a maior empresa do CAC 40 - índice da bolsa de Paris. Uma consequência de dois dias de alta na sequência do anúncio de que vai participar na construção de um reactor nuclear de terceira geração.
Há ainda algum entusiasmo com a perspectiva de o Estado francês vender parte da sua participação de 86% - sim, é verdade - na empresa de energia.
Recorda o Le Monde que já na euforia das telecom, em finais dos anos 90, a Total foi ultrapassada pela France Telecom. Agora são "duas enregias" em disputa.
Porque terá a EDP comprado 0,6% do capital do BCP que está no fundo de pensões dos seus trabalhadores? A aquisição foi dia 21 de Junho a 3,95 euros (valor do fecho do mercado, menos 0,25% que no dia anterior).
Com esta operação a EDP continua a controlar 4,35% do BCP mas 2,94% directamente e 1,41% através do fundo de pensões como se pode ler aqui.
A REN foi avaliada entre 1238 e 1449 milhões de euros, valor implícito no intervalo de preços hoje aprovado em Conselho de Ministros de 2,35 euros a 2,75 euros para a venda de 19% do seu capital a concluir dia 10 de Julho. O prospecto será divulgado amanhã pela Comissão de Mercado de Valores Imobiliários (CMVM).
O Estado pode receber entre 235 e 275 milhões de euros com esta operação, um montante que está na ordem de grandeza do orçamento do Ministério do Ambiente, o terceiro mais pequeno deste Governo (o primeiro é a Cultura e o segundo a Economia).
Títulos de empresas como a REN, com um negócio estável, suscitam em regra o interesse de fundos com perspectivas de médio e longo prazo, como acontece com os fundos de pensões. São activos que geram recursos relativamente previsíveis.
Depois do sucesso que foi - mais para quem investiu do que para o Estado que vendeu - esta pode ser mais uma operação a entusiasmar os investidores.
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