Je demande qu'on fasse avec l'euro ce que font les Américains avec le dollar, les Chinois avec le yuan, les Japonais avec le yen, les Anglais avec la livre", à savoir rééquilibrer les forces en faveur des productions faites dans la zone euro, a déclaré Nicolas Sarkozy.
"Comment nos industriels peuvent-ils être encore compétitifs si le dollar se dévalue de 34% par rapport à l'euro ? Est-ce que nous avons fait la deuxième monnaie du monde pour ne pas s'en servir ?", s'est-il interrogé.
O euro tem-se valorizado significativamente face ao dólar e esta tendência tem condições para se manter - o BCE continua a dar sinais de que vai aumentar as taxas de juro e a Reserva Federal parece estar a dizer que as vai baixar. E afinal há muito que se diz que o dólar deveria cair, tendo como referência o défice externo dos EUA.
Vamos ver se nesta revisão dos tratados se entra nos domínios do estatuto do BCE. Sarkozy tem a vantagem de ser de direita, suspeito, por isso, de ser amigo do mercado e favorável à defesa da inflação baixa.Tem mais margem para criticar o BCE que a esquerda. Mas de criticar a mudar a sregras do jogo vai um grande passo... O passo de os alemães perderem o medo de terem trocado o seu marco por uma moeda fraca. A seguir com atenção.
As bolsas caíram. E se os mercados têm sempre razão, a decisão do BCE pode não ter sido a mais adequada. Os analistas dizem que os investidores estão a "fugir" das acções por recearem que a subida das taxas na área do euro sem perspectiva de descida nos Estados Unidos prejudique os resultados das empresas e a onda de compras em que se vive. Ou seja, o BCE está a abrandar a economia.
Mas será que se pode dizer isso? A animação bolsista já durava há algum tempo, quatro anos talvez. Em Portugal viveu-se ou vive-se tempos de grande euforia com a conversa sobre acções a massificar-se.
Há sempre a possibilidade de o BCE ter decidido subir as taxas de juro não pelas ameaças de pressões inflacionistas - onde estão elas? - mas para fazer o que diz que não faz.
Um hipótese é estar a tentar moderar a euforia que se vive no mercado de capitais - o tal debate que marcou tanto o fim da bolha das "dotcom", se a política de taxas d ejuro deve ou não levar em consideração o preço dos activos financeiros.
A outra hipótese é a de estar a gerir a queda do dólar.
Falar de pressões inflacionistas como a razão da subida das taxas é que me parece um pouco exagerado. As condições monetárias da área do euro estão hoje mais restritivas que em Março, a última subida das taxas de juro, exactamente devido à apreciação do euro.
Esperemos que o BCE não esteja de novo a cometer o erro de 2001 quando considerou que a área do euro era imune ao abrandamento da economia norte-americana - uma afirmação de Wim Duisenberg. Afinal não era... E tiveram depois de descer rapidamente as taxas de juro.
Como se esperava o BCE subiu hoje a sua principal taxa de referência de 3,75% para 4%, a oitava desde Dezembro de 2005 e atingindo-se o valor mais alto desde Setembro de 2001.
A decisão foi acompanhada pela divulgação de projecções macroeconómicas para a área do euro marginalmente mais optimistas para o crescimento - 2,5 previa em Março, agora aponta para 2,6% - e com perspectivas de inflação também ligeiramente mais altas - de 1,8% para 2%.
No enquadramento aponta para o elevado crecsimento que se vive no mundo que está de facto a viver tempos de grande prosperidade mas para os lados do Pacífico - excepção feita para o Japão. O crescimento estimado para o PIB mundial fora da área do euro é de 5,8% este ano, face a 6% em 2006. Mas a economia norte-americana e japonesa vão abrandar.
O Banco Central Europeu prepara-se para subir de novo a sua taxa de juro de referência, a oitava desde Dezembro de 2005. O ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos afirma que é não é uma boa notícia para as famílias portuguesas. Diria que também não é para as empresas, os bancos e o Estado.
Se as contas públicas estivessem arrumadas, o Governo poderia estar neste momento a aliviar o peso da subida dos juros com reduções nos impostos e mais investimento, uma via bem keynesiana que se ajustava a estes tempos. Em vez disso a carga fiscal vai aumentando e o Estado aperta o cinto. E pode ameaçar a retoma.
Assim aprendemos na pele que o pequeno país a viver em moeda única enfrenta regras implacáveis. Quem não as cumpre não consegue crescer.
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