As bolsas caíram. E se os mercados têm sempre razão, a decisão do BCE pode não ter sido a mais adequada. Os analistas dizem que os investidores estão a "fugir" das acções por recearem que a subida das taxas na área do euro sem perspectiva de descida nos Estados Unidos prejudique os resultados das empresas e a onda de compras em que se vive. Ou seja, o BCE está a abrandar a economia.
Mas será que se pode dizer isso? A animação bolsista já durava há algum tempo, quatro anos talvez. Em Portugal viveu-se ou vive-se tempos de grande euforia com a conversa sobre acções a massificar-se.
Há sempre a possibilidade de o BCE ter decidido subir as taxas de juro não pelas ameaças de pressões inflacionistas - onde estão elas? - mas para fazer o que diz que não faz.
Um hipótese é estar a tentar moderar a euforia que se vive no mercado de capitais - o tal debate que marcou tanto o fim da bolha das "dotcom", se a política de taxas d ejuro deve ou não levar em consideração o preço dos activos financeiros.
A outra hipótese é a de estar a gerir a queda do dólar.
Falar de pressões inflacionistas como a razão da subida das taxas é que me parece um pouco exagerado. As condições monetárias da área do euro estão hoje mais restritivas que em Março, a última subida das taxas de juro, exactamente devido à apreciação do euro.
Esperemos que o BCE não esteja de novo a cometer o erro de 2001 quando considerou que a área do euro era imune ao abrandamento da economia norte-americana - uma afirmação de Wim Duisenberg. Afinal não era... E tiveram depois de descer rapidamente as taxas de juro.
Notícias em Portugal...
...e no Mundo
Blogs
Sítios