Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

O adeus a Tony Blair

Foto: The Economist

Dez anos como primeiro-ministro. Sai do número 10. O Guardian fala numa nova era. Entra Gordon Brown.

Foram anos de continuidade do trabalho iniciado pela era conservadora de Margaret Thatcher como diz o The Economist na edição de 1 de Fevereiro numa análise de Merril Stevenson:

"(...)Steady economic expansion for the past 14 years has pushed its GDP per head above that of France and Germany. Its jobless figures are the second-lowest in the European Union. Inflation has been modest, and sterling, the Achilles heel of governments from Clement Attlee's to John Major's, is if anything too strong for Britain's good.

Much of this transformation is due to a quarter-century of profound policy change at home. The Conservatives in government tamed the unions, freed financial markets and unloaded a host of state-owned enterprises. A wrenching decade resulted in a more flexible and competitive economy, though also a more unequal and less cohesive society. A Labour government under Tony Blair sensibly built on its predecessors' work but tried to combine free markets with social justice (...)"

 

Para nós um exemplo da importância da continuidade nas políticas - conservadores e trabalhistas conseguiram fazê-lo. Nós, apesar de promessas, temos grande dificuldade em não destruir o passado.

 

E mostra ainda como a globalização e o liberalismo podem trazer progresso. É verdade que a desigualdade continua a ser um problema no Reino Unido - maior que na Europa continental. Mas, com a criação de riqueza é possível, através de políticas públicas, distribuí-la. Sem criar riqueza é que nada se consegue fazer.

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Publicado por Helena Garrido às 10:55
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Flexisegurança, Portugal e a UE

Em busca do relatório europeu que estima os custos da flexisegurança para Portugal - e que infelizmente ainda não consegui encontrar- eis que visito uma Recomendação do Conselho da UE de 15 de Março de 2007 para as "orientações gerais das políticas económicas" e para a "execução das políticas de emprego". 

 

Portugal é elogiado mas também alertado. Especificamente a matéria do emprego o Conselho recomeda que:

[Portugal] "continue a modernizar a protecção do emprego, designadamente a legislação destinada a incentivar a flexibilidade e a segurança e a reduzir os elevados níveis de segmentação do mercado de trabalho."

Não me parecem conselhos criticos à aplicação da flexisegurança em Portugal.

O que se pode ler sobre o assunto noutros universos, como nos trabalhos que estão a ser realizados pela Universidade de Tilburg e que se pode ver também no EurActiv, é que cada país é um país. E que a receita da "flexisegurança" requer ingredientes como o diálogo social - sindicatos, patrões e governo -, políticas activas de emprego - o que com certeza quer dizer Centros de Emprego muito diferentes dos que temos - e aprendizagem ao longo da vida que são fundamentais para o seu sucesso.

Que é caro, é - em alguns modelos o Estado garante 90% do último salário em caso de desemprego. Mas o dinheiro pode ser a prazo o menor dos problemas.

Publicado por Helena Garrido às 00:41
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