Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Vitórias e derrotas no BCP

Jorge Jardim Gonçalves fundador do maior banco privado português enfrentou hoje a sua primeira derrota pública. Retirou a sua proposta ao perceber que a assembleia geral ia votar contra. O tempo dirá se perdeu apenas uma batalha ou a guerra. E o que fará Paulo Teixeira Pinto com esta vitória após duas derrotas, na Roménia e na OPA sobre o BPI.

 

Os accionistas acabaram por votar, ainda que indirectamente, contra o reforço da protecção do BCP a ofertas de compra hostis. O tempo revelará o efeito desta decisão tomada numa altura em que o Millennium BCP está mais exposto a aquisições hostis num ambiente europeu marcado por uma forte onda de concentrações.

 

Venceu a ilusão de ganhos fáceis de curto prazo e uma visão de mercado em que a especulação pode ser destruidora de valor. Mensagens protagonizadas por Joe Berardo.

 

A "ditadura dos analistas" como uma vez chamou a este tempo Rui Vilar e a que junto a "ditadura das mensagens simples" justificam que se questione o papel perverso que tem, em determinadas circunstâncias, o mercado de capitais.

 

O sucesso dos "private equity" - fundos privados que têm adquirido empresas cotadas em bolsa -  tem sido a reacção visível à miopia que afecta as bolsas e as impede de antecipar que as estratégias que criam mais valor nem sempre são as que dão mais dinheiro a curto prazo.

Publicado por Helena Garrido às 23:34
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