Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

FMI: muitas medidas, poucos progressos

No seu habitual exercício de supervisão, o FMI elogia em geral as políticas prosseguidas pelo Governo de José Sócrates mas traça um retrato aterrador da capacidade de crescimento da economia portuguesa.

 

"A economia recupera finalmente" diz o FMI. Mas "a situação económica subjacente continua a ser um desafio".

E que desafio? Não é fácil de vencer e não há políticas milagrosas. A reduzção do défice público pode apenas ajudar mas não há certezas. O problema é, como sabemos, muitissimo complicado. O Fundo sintetiza bastante bem:

"Embora estejam a ser realizados progressos, o crescimento da produtividade continua

desfasado, a perda de competitividade não foi recuperada e ainda regride o processo de

convergência do rendimento com a UE. Na sua raiz, os desafios que se colocam a Portugal resultam de níveis baixos de capital humano, de investimento em I&D e de penetração de TIC mas também de deficiências no ambiente empresarial, na concorrência insuficiente nos mercados internos e na rigidez do mercado de trabalho.

 

Como se resolve de um dia para o outro baixos níveis de capital humano? Que por sua vez explicam, em boa parte, o baixo nível de investimento em Investigação e Desenvolvimento e de penetração das Tecnologias de Informação e Comunicação bem como as deficiências no ambiente empresarial.

 

O Governo pode actuar gerando mais concorrência - mas estou ainda longe de ter a certeza se é isso que está a fazer - e no mercado de trabalho - onde o Livro Branco aponta no sentido de alguma flexibilização mas que apenas pode garantir um aumento aritmético de nível na produtividade.

Publicado por Helena Garrido às 23:47
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Computador e internet... como a luz e a água

A iniciativa de disponibilizar o acesso à internet a alunos com baixos recursos, professores e trabalhadores em formação com os recursos obtidos pelo estado com as licenças para telemóveis de terceira geração anunciado ontem pelo primeiro ministo merece nota muito positiva.

 

A medida é um exemplo do que podem ser hoje as políticas públicas num pequeno país sem moeda própria. As interevenções têm de ser microecómicas e de preferência do lado da oferta.

 

Neste caso o objectivo e claro e pretende melhorar a oferta de massa cinzenta, a matéria determinante para o desenvolvimento nos dias de hoje. É uma medida que pode fazer muito pela educação e formação. Que pode acelerar o enorme progresso que temos de fazer na educação.

 

Publicado por Helena Garrido às 19:05
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