Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Razão e desejo na greve geral

Em busca das razões da greve de amanhã verifico que não é nada fácil. O sítio da CGTP  apresenta motivos que me parecem, na sua maioria, desejos.

 

Quem gosta que o desemprego seja elevado? Admito que alguns possam gostar de algum ...sempre torna as contratações mais baratas. Tal como a precariedade. Mas uma greve acaba com isso?

 

Quem defende as desigualdades? É com greve que se combatem?

 

A flexigurança é uma razão. É um modelo, adoptado pela Dinamarca em 1993 e em debate na UE, que se adivinha venha a ser aplicado em Portugal. A ideia corresponde ao Estado social modernizado, é muito citada como um sucesso nos países nórdicos e pode ser uma solução para conciliar as exigências do mercado e as da sociedade.

 

A aplicação da flexigurança em Portugal levanta como principal reserva a capacidade de concretização. Para que não seja apenas flexibilidade e inclua também a segurança exige uma elevado grau de organizaçao dos serviços públicos e uma forte interligação com o mundo das empresas. Basta visitar um centro de emprego para ter as maiores dúvidas quanto à capacidade de aplicar a flexigurança.

 

Parecendo difícil e até desaconselhável impedir maior flexibilidade no despedimento a actuação mais eficaz de um sindicato - enquanto lobby dos trabalhadores - seria garantir a outra parte, a segurança com flexibilidade.

 

Os sindicatos deviam estar a garantir que participavam na construção do sistema da flexigurança, para que este não seja mais um conjunto de desejos num papel como acontece com esta greve.

 

Pois... este é o racional para o papel que cada um desempenha. Mas os papéis nem sempre são o que deviam ser. Os sindicatos transformaram-se em protagonistas da batalha política e partidária. O que não aconteceu como regra nas associações patronais.

Publicado por Helena Garrido às 23:31
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