Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

PT Multimédia em agitação

Aí está o comunicado na CMVM: a Cofina adquiriu hoje dia 21 de Maio um milhão de acções da PT Multimédia passando a deter 2,23% dos direitos de voto. A notícia estava hoje na manchete do Diário Económico e desde ontem online.

 

É a terceira alteração de relevo da estrutura accionista da PTM em menos de um mês. Dia 17 de Maio foi comunicada a participação qualificada de 3,77% de Joaquim Oliveira. E a 15 de Maio o mercado foi informado que a CGD comprou a posição do Barclays sendo agora com mais de 15% o segundo maior accionista da PT Multimédia, logo a seguir à própria PT.

 

A entrada da Cofina parece confirmar o desejo do presidente do BES, Ricardo Salgado, que fez esta declaração sexta-feira  que se pode ler no Diário Económico de hoje:  "Seria importante que os grupos de media interessados na PT Multimédia dessem um salto em frente, já que esses grupos que assim o desejem, devem ter uma participação activa na gestão da empresa"

 

Neste momento só falta a Impresa e a Prisa - e até a Sonae que detém o Público - para que todos os grupos de media integrem a estrutura accionista da PTM. Mas fará isto sentido? Todos os grupos de media portugueses accionistas da PT Multimédia?

 

É importante para a existência de concorrência que a estrutura accionista da PTM não replique a da PT. Mas não parece saudável para a empresa criar valor ter como accionistas grupos do sector dos media que são concorrentes uns dos outros. E que precisam, todos, cada vez mais, das tecnologias de comunicação para informar.

 

A PTM fechou em alta de 0,75% nos 12,07 euros num dia em que chegou a valorizar 2%. E Joe Berardo reapareceu a fazer declarações sobre o grupo PT, dizendo que quer ser accionista das duas empresas. Será que o Governo ou em vez dele as entidades reguladoras vão responder à pergunta: Podem as duas PT ter os mesmos accionistas e se sim, há limites ou uma e outra podem ter exactamente a mesma estrutura de poder? Joe Berardo pensa que sim.

 

No capitalismo que cria valor e bem estar para a sociedade seria preferível que a separação fosse efectiva logo na estrutura accionista. Mas este é um objectivo que Joe Berardo não tem de prosseguir. A sua perspectiva, como aliás confessa, é financeira, diga-se, ganhar dinheiro. O interesse público é tarefa de Governo. Que sobre o assunto diz nada.

Publicado por Helena Garrido às 18:15
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