Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Inflação e lei laboral

Nos anos 80 e até em boa parte da década de 90 era a inflação que fazia o trabalho de reduzir os custos por unidade produzida por cada trabalhador. Os salários aumentavam menos que os preços e a competitividade assim se ia garantindo sem dor, com o narcótico chamado ilusão monetária a compensar a rigidez do mercado de trabalho.

 

Sem inflação o que fazer? Revisões dos Códigos de Trabalho. Como já aconteceu com Durão Barroso e Bagão Félix aí está com José Sócrates e Vieira da Silva o Livro Branco das Relações Laborais a defender "Mais horas [de trabalho], menos férias e cortes nos subsídios" como titula do DN.

 

Nos grandes números, estas medidas significam reduzir os custos do trabalho por unidade produzida - os famosos CTUP que tanto aumentaram nos últimos anos. Em economia a realidade é mesmo dura, quando não há, não há... E sem a ilusão criada pela inflação a realidade é dura mas também crua. Quando não ajusta o preço - os salários nominais não descem -, ajusta a quantidade - trabalha-se mais horas ou fica-se sem emprego com mudanças na lei.

 

Flexisegurança? Pois... Talvez um dia, quando formos mais ricos. 

Publicado por Helena Garrido às 23:13
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Contacto

helena_garrido@sapo.pt

Entradas recentes

...

FMI: muitas medidas, pouc...

Inflação e lei laboral

O adeus a Tony Blair

Flexisegurança, Portugal ...

O preço da (in)justiça so...

O maravilhoso mundo novo

Sarkozy e a vantagem de s...

Privatização da REN com p...

E assim se cumpriu o dest...

Temas

aeroporto

automóvel

banca

bce

bcp

conjuntura

desemprego

desigualdade

edp

educação

emprego

energia

flexisegurança

governo

inflação

media

ota

saúde

semana prevista

união europeia

todas as tags

Pesquisar

 

subscrever feeds