Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Flexisegurança, Portugal e a UE

Em busca do relatório europeu que estima os custos da flexisegurança para Portugal - e que infelizmente ainda não consegui encontrar- eis que visito uma Recomendação do Conselho da UE de 15 de Março de 2007 para as "orientações gerais das políticas económicas" e para a "execução das políticas de emprego". 

 

Portugal é elogiado mas também alertado. Especificamente a matéria do emprego o Conselho recomeda que:

[Portugal] "continue a modernizar a protecção do emprego, designadamente a legislação destinada a incentivar a flexibilidade e a segurança e a reduzir os elevados níveis de segmentação do mercado de trabalho."

Não me parecem conselhos criticos à aplicação da flexisegurança em Portugal.

O que se pode ler sobre o assunto noutros universos, como nos trabalhos que estão a ser realizados pela Universidade de Tilburg e que se pode ver também no EurActiv, é que cada país é um país. E que a receita da "flexisegurança" requer ingredientes como o diálogo social - sindicatos, patrões e governo -, políticas activas de emprego - o que com certeza quer dizer Centros de Emprego muito diferentes dos que temos - e aprendizagem ao longo da vida que são fundamentais para o seu sucesso.

Que é caro, é - em alguns modelos o Estado garante 90% do último salário em caso de desemprego. Mas o dinheiro pode ser a prazo o menor dos problemas.

Publicado por Helena Garrido às 00:41
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1 comentário:
De Jose Caldeira a 2 de Julho de 2007 às 13:56
Tenho 28 anos, 9 de trabalho. Cada ano que passa tenho mais despesas, mais impostos, mais horas de trabalho e principalmente mais pressão e perseguição no trabalho.
Médico não tenho, apoios não tenho, transportes públicos até ao trabalho também não.
Desconto para que?
Agora a FLEXISEGURANÇA - A qualquer altura sou despedido, melhor subsidio de desemprego, sim, mas durante quanto tempo? e depois?
Formação profissional nas empresas - uma anedota, simplesmente não existe, os trabalhadores são obrigados a assinarem documentos em como as tiveram.
Estou quase a explodir de raiva com estes governos...
Começo a achar que um novo 25 de Abril não chega, foi muito suave.
Ou o governo se poe do lado do povo e não de quem já tem tanto e ainda quer mais, ou as ruas vão ser uma .....
Já agora como é que ainda conseguem ir ás urnas votar nessa gente?

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