Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Na saúde a inflação é alta

A taxa de inflação em Maio desceu para 2,4% dos 2,7% registados em Abril. Este é o valor medido pela variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor - ou seja, por comparação entre os preços do cabaz do INE em Maio de 2007 com igual mês de 2006. Mas, quando se olha para o comportamento do "sub-cabaz" Saúde temos variações de preços próximas de 10%.

 

 Fonte: INE, IPC em variação homóloga, 2006 a Maio de 2007

O cabaz do INE - que determina o resultado de 2,4% para a inflação - é construído tendo no cabaz produtos e serviços de saúde qe correspondem a 53,8 euros por cada mil euros. Ou seja, a saúde tem como peso na média ponderada que dá a inflação glonal 5,38%. 

O que acontece se uma pessoa gastar muito mais do que isso em saúde? A sua inflação é muito mais alta. Não vou fazer contas - que exigiam hipóteses - mas registo que num comportamento oposto ao da saúde - ou seja, com preços em queda - estão os preços das telecomunicações.

Uma estrutura de despesa com elevado peso da saúde têm, por exemplo, os idosos.

Não é moda falar nisto. Mas vale a pena falar. Os idosos eram uma das classes etárias mais afectadas pela desigualdade antes da subida dos preços na saúde. As consequências desta evolução dos preços só pode agravar essa desigualdade. A pobreza nos idosos urbanos é grave e é silenciosa.

Publicado por Helena Garrido às 20:39
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